sexta-feira, 22 de julho de 2022

Cleide Maria Pinto do Carmo

 Cleide Maria Pinto do Carmo – Professora Cleide


Com alegria descrevo um pouco da vida e alegria desta grande mulher que cuidou de nós, seus irmãos, com afinco. 

Cleide iniciou sua vida como professora muito nova, percorreu pelas escolas rurais de Santos Dumont, onde levava seus conhecimentos, carinho e respeito às crianças, com muita sabedoria e cultura. 

Seu grande amor era lecionar, iniciando sua carreira pelas escolas municipais. Logo, foi concursada pelo Estado, assumindo a escola Estadual Duque de Caxias e em seguida a Escola Estadual Vieira Marques, onde sua carreira foi encerrada pela sua passagem, faltando muito pouco para sua aposentadoria, de tão digna função. 

Minha irmã tinha tanta preocupação com ensino e educação que todos os ajudantes que em nossa casa colaborava, tinham o compromisso de estudar, para que, assim, também pudessem trabalhar. Com isso, formou quatro ajudantes em enfermagem, estes viraram grandes amigos e família. Lembro-me bem de algumas, como nossa comadre Sônia, hoje já aposentada, Leiliane, nossa afilhada que foi morar conosco e hoje exerce enfermagem no Exército Brasileiro. 

Nem as lutas da vida, para viver e de nos cuidar a desanimou, nunca perdeu a alegria e grandeza. Sendo sempre uma mulher forte e de grande inspiração, até os dias de hoje. 

Sempre que convidada a ajudar Nossa Terra em algum trabalho cultural, lá se fazia presente, como no Centenário de nossa cidade a pedido do Prefeito Pacífico e sua esposa Silvia. 

Cleide foi essa guerreira que nos educou e a tantas outras crianças Nessa Terra, pois aos seus 16 anos abdicou de sua vida para cuidar de mim e de meu irmão Zezé e de tantos outros, com extremo amor e carinho. 

Nesta Terra deixou grande legado e história. Até hoje encontramos alunos que me indagam se sou o irmão da querida Professora Cleide e com muito orgulho e amor digo que SIM! Que saudade desta que me ajudou tanto. 

Aqui fica minha homenagem e da minha família a minha grande, amada e eterna irmã Cleide. 

Doquinha, julho de 2022.

terça-feira, 19 de julho de 2022

Maria Rita

 Maria Rita


Minha homenagem a esta grande mulher, que trouxe para muitos momentos de paz, conselhos de luz e tranquilidade. 

Sei que muitos a procuravam e saiam renovados na fé em Deus. Uma grande líder espiritual, que sempre colocou sobre seu colo aqueles que por momentos difíceis passavam. 

 Sua alegria e bondade jamais serão esquecidas . Um exemplo de adversidade e amor. 

Descanse em paz,querida amiga Maria Rita! E ao lado do Pai possa continuar sua missão que exerceu sobre a face da Terra.

Sua luz está sobre outra dimensão e mais reluzente, pois o Senhor sabe há quantos amparou com a ajuda dele. Saciou a fome carnal, espiritual de muitos e cobriu das dores do frio muitos também.


Está é Maria Rita, que não precisamos ficar descrevendo, pois esta terra e esta gente a conhecia bem.


Minha simples homenagem a ela. Sei também que não preciso escrever mais nada.

                      
                             Doquinha/julho 2022

Dona Herminia Chaves Pedro

Dona Hermínia Chaves Pedro

 


Falar desta personalidade é o mesmo que falar de bondade e generosidade. Mulher dedicada a grandes obras de assistência e caridade em Nossa Terra. 

Dona Hermínia foi casada com o ex prefeito Zé Pedro e constituiu uma grande família que temos a honra de ser amigo de seus filhos até hoje. 

Quando à frente do Lactário de Jesus (fundado por seu cunhado, Dr. Guilherme de Castro), desenvolveu um grande trabalho à Nossa Gente, que necessitava de ajuda e conforto. Zelosamente fazia meias, sapatinhos e enxovais de lã para agasalhar muitas crianças necessitadas. 

Tinha ao seu lado grandes mulheres que lhe ajudavam na confecção de pijamas de flanela, como minha mãe Yêda Pinto, Dona Lourdes Chaves Castro, Dona Céres Herthel e tantas outras que se dedicavam, única e exclusivamente, para aliviar o frio e fome de muitos. 

As mães chegavam ao Lactário com um pequeno engradado de ferro, que continha várias garrafas de vidro, para que pegassem o leite para oferecer a seus filhos.

Dona Herminia nunca mediu esforços para a prática da caridade. Seu trabalho social não se resume somente a isso, mas a grandiosas obras. 

Lembro ainda que encontrávamo-nos com ela no Passeio de Cima, eu e meu irmão Zezé. Éramos chamados a ir a sua residência e sempre ganhávamos uns pares de meia produzidos por suas próprias mãos. 

Fica aqui meu pequeno registro de uma grande guerreira na família e em Nossa Santos Dumont. Dona Herminia, aqui em Nossa Terra, com Nossa Gente, deixou História. 

Doquinha, Julho de 2022.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Sr. Toninho do Conservatório

Antônio Fagundes de Faria



Uma homenagem a este homem que, com muita simplicidade, fez história.

Nesta Terra. Sr. Toninho idealizou, na década de 1969, a criação do Conservatório Johann Sebastian Bach e chamou alguns amigos para, com ele, colocar este sonho em prática. De pronto seus amigos Nilo Costa, Thelma Barros e Maria Aparecida Ferreira abraçaram a causa.

Toninho e amigos formaram, em nossa cidade, grandes músicos que ingressaram nas bandas do Exército, Marinha, Aeronáutica e orquestras por este País a fora. 

Foi um sonho dele e de seus companheiros que vingou com grande sucesso, mas Sr. Toninho não parou por aí. Fez turnês por todo Brasil como músico, tocando pelo nordeste, por um período e nas boates de Copacabana, Leblon e outros, com o conjunto Meia Noite. 

Uma passagem que poucos conhecem é a de um carnaval, no qual estava tocando no Palmirense, e um dos foliões, famoso, o chamou para descer do palco e tocar seu saxofone perto dele. Nada mais, nada menos que Juscelino Kubitschek. 

Ademais, tocou para acompanhar grandes vozes deste nosso País, como Ângela Maria, Jerry Adriani, Orlando Silva, de nossa cidade e tantos outros que se apresentaram na Rádio Cultura e Cine Vitória. 

Na TV Rio se apresentou com toda sua garra e profissionalismo. 

Até hoje é gostoso encontrá-lo, pois tem um bom papo e adora contar piadas.

Sempre fala de meu saudoso pai, Barbosa, do Nilo Costa, do Fernando de Sá e de tantos outros com quem dividia sua alegria. 

Peço desculpas, caso tenha esquecido de alguns dos seus amigos, uma vez que são muitos que ele cultuou e continua a cultuar. 

Vamos chegando ao final, lembrando que tocou com sua banda e Orquestra Vega’s nos clubes de Nossa Santos Dumont e em diversos outros lugares. 

O senhor, “seu” Toniinho, tenho a certeza de que não sabe o legado feito por Nossa Gente, formando centenas de músicos que ainda continuam levando suas notas musicais por Nossa Terra e por este País. 

Fica aqui esta pequena homenagem a um homem que soube dedicar e compartilhar seu talento a muitos jovens sandumonenses. 

Com toda certeza, muitos músicos ainda o procuram para construir algum arranjo musical. 

Um homem de Nossa Terra, que lidou com Nossa Gente e marcou a História. 

Parabéns Sr. Toninho, querido amigo!

Doquinha, maio de 2022.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Jane da Biblioteca

Jane da Silva Alvim

Personalidade amada por todos da Nossa Terra, Jane foi um anjo da guarda na vida de muitos jovens estudantes, que desfrutavam de sua alegria e paixão pelos livros, juntamente pela Biblioteca do Município. 

Quando algum adolescente necessitava fazer pesquisas escolares, ía à biblioteca e  lá se deparava com todo carinho e atenção para realizar suas tarefas.

Posso afirmar, com certeza, que quando os jovens saíam em direção à biblioteca, seus pais tinham a tranquilidade por saber que seus filhos estavam seguros pela zelosa Jane, a qual tratava a todos como seus filhos. 

Ajudava a todos e indicava bons livros para os trabalhos e também para leitura. Gostava de um bom papo com os jovens, tornando-se uma grande amiga destes, mas quando aparecia uma turminha mais levada, ela dava um “pitozinho” neles.

Mulher dócil, não teve filhos biológicos, mas deixou muitos do coração.

Nesta Terra, pelo seu jeito amável de ser, com certeza, incentivou e encaminhou muitos a serem escritores, professores, poetas e tantas outras dignificantes profissões. 

À querida amiga quero deixar este registro modesto, pelo seu trabalho realizado com muito afinco e carinho em prol de nossos estudantes e leitores. 

Essa, de fato, fez história Nesta Terra, com Nossa Gente e contando muitas histórias. 

Dedico, ademais, esta homenagem às suas companheiras de trabalho em vida, Sinomea Gomes Ferreira e Sônia Maria Ferreira Costa, que eram como suas irmãs. 

Doquinha, 4 de maio 2022

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Nossa Terra , Nossa Gente e Nossas Histórias

Estas imagens resgatam a chegada do Avião que ficava na Praça Cesário Alvim. 

Elas vão mostrando o inicio da montagem até sua inauguração. Foi uma das mais belas praças que nossa Cidade teve na década de 1967 , sendo prefeito o Sr. José Ferreira Gomes, carinhosamente chamado de Juca do Marcelino. 

Este avião trouxe por décadas comentários curiosos. Claro que na fantasia da cabeça de populares. Só as imagens já falam por si.


sábado, 26 de setembro de 2020

José Raymundo Bandeira – Jornalista Bandeira


Este foi um Palmirense de coração, que por toda sua vida trabalhou no comércio, a princípio como funcionário, e com muita dedicação conseguiu seu próprio negócio. 
 
Bandeira, quando o conheci, já era um jornalista atuante em Santos Dumont. Em Nossa Terra escreveu em quase todos os jornais. Foi amado na maioria das vezes em suas crônicas politicas e às vezes trazia o temor com suas palavras verdadeiras impressas em algum semanário. 
 
Tive a honra de conhecê-lo e de bater longos papos com esta personalidade que sempre estará vivo em nossas lembranças e nossos corações. 
 
Amava o seu “De Palmyra que conheci a Santos Dumont que vi nascer”, sendo este um trabalho rico da história de Nossa Terra, com mais de 250 histórias por ele escritas, as quais contavam a história de Palmyra a Santos Dumont. 
 
Obtinha um acervo rico de memórias de nossa terra. Vivia eu a brigar com ele que este material precisava ser resgatado para que se tornasse um livro, e ele me contradizia dizendo “Doquinha isto não vale nada, só você da valor às minhas memórias”. 
 
Eu, morando na rua João Gomes, e ele na esquina da 13 de Maio, um dia, saindo de casa pela manhã para ir em sua residência, me encontrei com Dr. Pacifico e desci a rua com ele, contando sobre a minha vontade de resgatar as historias escritas por Bandeira. Já acostumado com seu jeito, disse para mim “Ótima ideia! Vou lá com você na casa dele.”. 
 
Lá chegando, ficou numa alegria tamanha ao nos ver e começamos a discutir sobre a ideia do livro. Papo vai, papo vem, no final ele disse: “Pois bem Pacifico, vou autorizá-lo a começar a pesquisa das matérias.” Inclusive chamou sua companheira Maria, disse para pegar uma grande caixa, a colocou sobre à mesa e disse: “Pode começar seu trabalho, já que você acha importante.”
 
Daí para frente comecei as pesquisas e a digitar de novo matéria por matéria, com a ajuda de Rita Fontes, em um trabalho que durou, aproximadamente, três anos. 
 
Neste período, nosso querido Bandeira veio a falecer e não consegui publicá-lo por alguns entraves. 
 
Sei que foram inúmeras paginas. A primeira boneca a entrar na gráfica com o apoio da Adesan. 
 
Posso afirmar que este grande homem deixou um enorme legado e buscarei um dia a homenageá-lo com esta publicação “De Palmyra que conheci a Santos Dumont que vi nascer”. - 
 
Doquinha, Setembro de 2020.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Sonia Vieira Marques

 
Esta personalidade de Nossa Terra, que hoje descrevo em minhas humildes palavras, me chamava muita atenção quando eu saia da aula no Colégio Vieira Marques. 
 
Lá estava ela, na varanda de sua casa, com aquele jeito meigo e carinhoso atendendo as pessoas que em seu lar batiam. Era raro vê-la sozinha no jardim. Sempre rodeada por pessoas simples, assentados no banco da varanda ou pelos jardins. 
 
Com o passar dos tempos, fui descobrindo o seu carinho e atenção com os mais necessitados que a procuravam para tomar um cafézinho de manhã e, até mesmo, para almoçar. Atendia a todos com esse jeito meigo, que já mencionei no início. 
 
Descobri que algumas figuras sobre as quais já escrevi uma singela crônica eram as mesmas que sempre a procuravam: Come Quieto, Leitoa, Cabeça de Malha, Dona Romana, seu neto Zé Careca e tantos outros. 
 
Dona Sonia dedicou-se em Nossa Terra a muitas obras de assistência social, com todo seu coração e afeto, mesmo tendo uma família muito bem constituída de oito filhos e seu esposo, Dr. Amir, do Colégio Santos Dumont. Todos eles seguiram os passos de sua mãe no carisma e atenção aos que mais necessitavam. 
 
Foi ela uma mulher dinâmica, professora, zeladora do lar e ainda tinha como lazer a paixão de pintar seus quadros. 
 
Tem uma passagem dela muito emocionante e, tenho certeza, que se repetiu com muitos. Quando alguém querido se despedia da Terra, pedia a sua filha, Soninha, que levasse de seu jardim uma orquídea para colocar nas mãos da pessoa falecida. 
 
Esse gesto generoso e ato de carinho ela prestou quando minha querida irmã Cleide partiu, jamais me esquecerei. 
 
Essa é uma personalidade que a todos atendia independente da classe social ou econômica. 
 
Seu legado é para ser registrado nesta simples crônica, escrita com muito carinho. 
 
Doquinha, Agosto de 2020

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Durvalino Cândido Machado


Falar desta personalidade de Nossa Terra é um orgulho.

Não quero ficar preso no que tantos outros já escreveram, mas sim falar do seu jeito pai com aqueles que tanto necessitavam de sua bondade em uma palavra amiga ou para saciar sua fome e até mesmo de se vestir. Não media ele esforços para acalentar estas famílias que o procuravam no frio da fome. Durvalino criou sua família nos mesmos moldes, no caminho da caridade e bondade com os que mais precisavam e precisam.

Realizou grandes trabalhos em nossa cidade, na parte religiosa, no qual por décadas ministrou aulas de ensino Religioso em vários estabelecimentos de educação em nosso município.

Um dos seus maiores orgulho foi o de junto ao Frei Patrício criar a Cantina do guri, nos fundos da Igreja dos Passos, no qual me lembro bem daquelas senhoras cozinhando, entre tantas me lembro em especial da dona Eliza Moreira que ali dedicou boa parte de sua vida e sendo ela também uma  das idealizadoras deste projeto que acalentou a fome de muitas mães e filhos, eles realizavam com muito orgulho e carinho este trabalho.

Durvalino vivia a percorrer feiras, quitandas e açougues em busca de um pedaço de carne, legumes, verduras e tudo aquilo que podia enriquecer as refeições das famílias. Não muito satisfeito sempre achando que era pouco o seu trabalho, foi também se dedicar no Bairro da Glória na Creche São José Operário.

Era um ser iluminado que também dedicou parte de sua vida a Matriz de São Miguel e Almas e na Creche Elizabeth Blanckendall erguida pelo então Frei Antonio Blanckendall, quando aqui foi o pároco da cidade.

Tenho uma passagem muito interessante com ele, pois meu sonho era a retirada da Imagem de São Miguel de Papel marche da TORRE PRINCIPAL, para ser restaurado e por diversas vezes eu não consegui e ele brincava,” não desista” e de fato não desisti e deu certo.

Este é Senhor Durvalino de pé descalços que muito fez por Nossa Terra e sempre com o apoio de sua querida Dona Rosa e de seus filhos.

Doquinha – Julho de 2020

quinta-feira, 30 de julho de 2020

João Botafoguense

João Dornellas Alvim - João Botafoguense



Este fez história em Nossa Terra e contava muitas histórias. Muitos vão lembrar do Sr. João com a mercearia de guloseimas na rua 13 de Maio. Era ele um senhor simples, carismático e de um sorriso largo, como sua querida filha Jane, da biblioteca. 

Seu João quase todos os dias tinha que aguentar nossa turma em sua mercearia; eu, Edvaldo, Marcos Abreu e tantos outros moleques da região. Bastava ganharmos algumas moedas para fugirmos para lá, torrávamos tudo em doces e balas. Ele ficava numa alegria tamanha e começava a contar seus casos para nós, era muito divertido. 

Um dia descobrimos uma coisa, um tanto interessante, e passou a ser nossa diversão sem malicia. Ele sempre usava calças a cima da cintura, mas descobrimos que quando pedíamos algum doce que ficava na parte de baixo da prateleira, ele se curvava para pegar e soltava um “bum” e isto passou a ser nossa diversão. Nós tão pouco que o apelidamos de “Seu João peidorreiro”, com todo respeito, pois não havia maldade. Acredito eu, que nem ele sabia do apelido. 

Que saudade desse Botafoguense de coração que a todos tratava com respeito e de seu sorriso largo. Fica aqui minha homenagem a mais um grande homem que ajudou a escrever a História de Nossa Terra. 

Doquinha, Julho de 2020