domingo, 18 de julho de 2010

Jurandir, o Grande Comunicador

Jurandir Borges, conhecido por muitos como o Jurandir da Rádio Cultura, é a personalidade que escolhemos nesta semana para homenagear; um homem que com sua simplicidade escreveu seu nome na história deste município.

Jurandir é um mito.O maior comunicador sertanejo da Rádio Cultura de Santos Dumont e o perfil do radialista sertanejo do Brasil.

Quem não se lembra do seu programa que se iniciava nas primeiras horas do dia com muita simplicidade e descontração, programa este que executava as perolas da música sertaneja.

Posso afirmar, sem medo de errar que era o programa de maior audiência da rádio, ouvido por todos em cada cantinho desta cidade e da zona rural.

Em seu programa matinal , ouvia-se boas musicas, recados, brincadeiras, mensagens e claro as populares frases de despertar:

- São seis horas e dez cabos de machado.

- Você viu a galinha Magné passar aí? Segura ela pra mim. E aí comadre, a broa já está no fogo?

E tantas outras pérolas que surgiam no decorrer do programa.

Um outro caso muito interessante contado por amigos é a de que um piloto da Aviação Brasileira dizia que quando se perdia a comunicação com a torre de controle, muitas vezes se localizavam pelo programa sertanejo do Jurandir, e aí podiam dizer: estamos sobrevoando Santos Dumont.

Jurandir, há anos está aposentado. Acamado, vive hoje no Asilo São Miguel, cercado do carinho dos amigos, familiares e funcionários.

Ao grande comunicador e divulgador da música sertaneja no Brasil a nossa homenagem em ‘Mitos, Lendas e Folclores de Nossa Terra.

2 comentários:

  1. Ainda tem os recados que eram passados pelo Jurandir para toda comunidade rural, através da rádio. eram consultas marcadas, exames, até mesmo recados pessoais.

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  2. Olha só. Incrível essa recordação humana. Em 1985, exatamente no dia primeiro de janeiro, comecei a trabalhar na rádio Cultura AM. Naquela época, o diretor geral era Gilberto Freire, um grande radialista de Juiz de Fora. Adorei ter trabalhado na rádio. Foi um grande aprendizado. Tinha o Cardoso, programador, uma das figuras mais interessantes que conheci; Amilton, meu sonoplasta; Dario, locutor e muitas outras figuras bacanas. E uma delas era o Jurandir. No microfone mandava ver. Sua audiência no meio rural era sagrada, respeitada. Fora dos microfones era silencioso e suas opiniões sobre o mundo, mantinha-as a sete chaves. Convivi com ele por um bom tempo. Eu jovem, com 18 anos, e ele com uma jornada longa de vida. Boa lembrança.

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